
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, em entrevista ao programa de Miriam Leitão, discutiu medidas para conter a inflação dos alimentos no Brasil. A redução das alíquotas de importação visa incentivar produtores nacionais a direcionar mais oferta ao mercado interno. No entanto, especialistas alertam que o impacto dessas decisões pode ser limitado por fatores como logística e custos de produção. Além disso, Tebet criticou a comunicação governamental e destacou a necessidade de fortalecer a integração comercial sul-americana.
Políticas para Estabilizar Preços de Alimentos
A ministra enfatizou que a suspensão de impostos sobre importações pode influenciar positivamente os preços internos. Essa medida busca promover uma maior oferta nacional de produtos essenciais, reduzindo assim a dependência de mercadorias estrangeiras. O objetivo é criar um ambiente competitivo entre produtos locais e importados, controlando os aumentos de preços no país.
O governo brasileiro implementou a retirada de tarifas de importação para itens como carne, azeite, açúcar e café, com a expectativa de que isso ajude na contenção da escalada inflacionária. Contudo, analistas econômicos indicam que os resultados podem não ser tão expressivos quanto desejado, uma vez que muitos produtos estão vinculados às flutuações dos preços globais. Fatores como infraestrutura e eficiência produtiva também podem mitigar os benefícios esperados dessas políticas de importação.
Fortalecimento da Integração Sul-Americana
Simone Tebet ressaltou a importância estratégica de ampliar as relações comerciais dentro da América do Sul. Ela argumenta que o Brasil deve aproveitar melhor o potencial de consumo regional, considerando que apenas 15% do comércio sul-americano ocorre entre países vizinhos. A integração poderia oferecer novas oportunidades para o crescimento econômico da região.
No cenário atual, onde grandes economias estão priorizando acordos regionais, a ministra sugere que o Brasil revise suas prioridades comerciais. Atualmente, a China lidera como principal parceiro comercial do Brasil, mas há uma necessidade crescente de diversificar parcerias e explorar mercados asiáticos além da gigante oriental. Segundo Tebet, a integração sul-americana já está pronta para avançar, podendo proporcionar um novo ciclo de desenvolvimento para os países envolvidos. Isso inclui não apenas o aumento do comércio bilateral, mas também a criação de cadeias de suprimentos mais robustas e sustentáveis dentro da região.
