



O anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (6.mar.2025), de isentar o imposto de importação para certos alimentos não deve ter um impacto significativo no controle da inflação ou na estabilização dos preços. Segundo uma análise do Poder360, os produtos beneficiados pela medida representam apenas uma pequena fração das importações brasileiras de 2024, equivalente a 1%. Isso sugere que a redução do custo desses itens será mínima e pouco perceptível para os consumidores.
Análise Detalhada da Decisão Governamental
Em um contexto econômico complexo, o governo decidiu zerar a alíquota de importação para diversos alimentos durante o mês de março de 2025. No entanto, esses produtos compõem apenas uma parte ínfima do total de mercadorias importadas pelo Brasil no ano anterior. Por exemplo, o açúcar, um dos itens contemplados, representa apenas 0,04% do total importado, enquanto a carne bovina corresponde a um mísero 0,02%. A soma dos gastos com todos os alimentos isentos equivale a apenas 0,64% do valor total de US$ 262,9 bilhões em importações realizadas no país.
O café, outro produto mencionado, teve um investimento de US$ 89,5 milhões em 2024, o que é insignificante comparado ao montante geral. Mesmo o item com maior desembolso, o azeite de oliva, somou US$ 780,5 milhões, ainda assim inferior a 0,5% do total.
A falta de detalhes técnicos sobre os códigos de classificação internacional utilizados pode levar a discrepâncias nos dados analisados. O Poder360 tentou obter mais informações específicas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas sem sucesso.
Esta medida, embora bem-intencionada, parece ser insuficiente para causar um impacto significativo nos preços dos produtos no mercado interno, dada a pequena proporção de itens afetados e a predominância da produção nacional em setores como carne e café.
Do ponto de vista de um observador atento, esta decisão levanta questões sobre sua eficácia real. Embora possa trazer algum alívio pontual para alguns produtos, ela parece mais simbólica do que substancial. É crucial que políticas econômicas abrangentes sejam adotadas para realmente conter a inflação e promover o bem-estar econômico dos cidadãos.
