Secretário do Ceará rebate críticas sobre preços de alimentos

O secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, lançou um vídeo nas redes sociais na última terça-feira (11) para contestar as acusações de opositores relacionadas ao aumento dos preços dos alimentos no estado. A oposição afirma que parte da responsabilidade pela alta dos preços estaria ligada ao ICMS, imposto estadual. No entanto, Vieira argumenta que a verdade é outra e destaca as medidas adotadas pelo governo estadual para reduzir os custos de itens essenciais.

Vieira visitou um supermercado em Fortaleza para explicar que vários produtos da cesta básica estão isentos de ICMS no Ceará, incluindo ovos, feijão, milho, farinha, frutas e legumes importados, carne de ovinos e caprinos, leite e queijo. Além disso, alguns produtos têm uma redução significativa de 65% no ICMS, como arroz e café. Ele enfatizou que essas informações não são divulgadas pelos críticos do governo.

Ainda no vídeo, Vieira reconheceu que os preços dos alimentos estão elevados, mas atribuiu essa situação a fatores externos e internacionais. Ele citou exemplos como a gripe aviária nos Estados Unidos, que tem impactado a produção de ovos globalmente, levando a um desequilíbrio entre oferta e demanda. Também mencionou iniciativas do governo federal para zerar ou reduzir impostos de importação de certos produtos alimentícios essenciais.

O secretário aproveitou para lembrar momentos anteriores sob administrações diferentes, onde o preço da gasolina chegou a R$ 9 no Ceará durante o governo Bolsonaro. Ele criticou ainda a política fiscal do ex-presidente, que reduziu impostos sobre jet-skis, balões e veleiros, enquanto os preços de outros itens essenciais subiam.

Em resposta às críticas recebidas, Vieira ressaltou que o governo do Ceará já tomou medidas importantes para aliviar o peso dos impostos sobre a população. Ele também destacou que as razões por trás do aumento dos preços dos alimentos são complexas e envolvem fatores além do controle local. O secretário concluiu reafirmando o compromisso do governo com políticas que visam proteger o consumidor e garantir acessibilidade aos itens básicos.