
A Samsung persiste na integração de seus próprios System-on-Chips (SoCs) Exynos, e o desempenho do recém-lançado Exynos 2500 no Galaxy Z Flip7, avaliado através de testes no Geekbench, tem gerado surpresa. A estratégia da empresa, que parece posicionar seus smartphones dobráveis como plataformas para a adoção de processadores menos desejados pelo público em seus modelos premium, é notável. Enquanto o Galaxy Z Flip7, um dispositivo de alto custo, incorpora o Exynos 2500, a versão mais robusta, o Fold7, conta com o Snapdragon 8 Elite, evidenciando uma distinção clara no poder de processamento entre os dois.
Resultados preliminares de desempenho apontam que o Galaxy Z Flip7 oferece uma performance equivalente à de aparelhos lançados há algumas gerações. A principal razão para isso é o desempenho de CPU do Exynos 2500, que se mostra comparável a SoCs da Qualcomm de quase três anos atrás. Essa constatação sublinha uma deficiência no poder computacional do chip da Samsung, gerando questionamentos sobre a sua competitividade no mercado atual de smartphones de ponta.
Em análises detalhadas no Geekbench, o Samsung Galaxy Z Flip7 (modelo SM-F7660), equipado com o Exynos 2500, registrou uma pontuação de 2.093 pontos em desempenho single-core. Esse valor é inferior ao do novo Google Tensor G5, presente no Pixel 10 Pro Fold, que se mostra 8,7% mais rápido na mesma categoria. Já no desempenho multi-core, o Exynos 2500 alcançou 7.498 pontos, sendo 21,5% mais potente que o Pixel 10 Pro Fold. No entanto, esse resultado multi-core é similar ao do Samsung Galaxy S24 Ultra (com Snapdragon 8 Gen 4) e do Xiaomi 14 Ultra, ambos lançados há mais de um ano e meio. Essa comparação evidencia que o processo de fabricação da Samsung está atrás de seus concorrentes, como Apple, MediaTek e Qualcomm, e até mesmo do Google em desempenho single-core.
A integração do Exynos 2500 em um dispositivo como o Samsung Galaxy Z Flip7, que tem um preço inicial de 1.209 euros, levanta sérias preocupações. Embora o custo dos smartphones dobráveis seja inerentemente mais alto, a decisão de incluir um SoC com desempenho inferior em um aparelho premium é questionável. Curiosamente, a Samsung também lançou o Galaxy Z Flip7 FE, que custa 999 euros e utiliza o Exynos 2400, o mesmo processador empregado no Galaxy S24 para mercados específicos em janeiro de 2024. Essa estratégia sugere que a Samsung pode estar buscando escoar o estoque de seus processadores Exynos, mesmo com 2026 se aproximando. A situação é ainda mais complicada, pois outros fabricantes de dispositivos parecem relutantes em adotar os SoCs da Samsung ou utilizar seus processos de fabricação. Um exemplo disso é a transição do Google da Samsung Foundry para a TSMC na produção de seu novo Tensor G5 para o Pixel 10 Pro Fold, que deve ser oficialmente anunciado nas próximas semanas, marcando uma mudança significativa no cenário da indústria de semicondutores.
