Proposta Legislativa no Rio de Janeiro Exige Áreas Distintas para Produtos Alimentícios "Fakes"

Está em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) uma iniciativa legal que pretende garantir maior transparência no setor alimentício. O Projeto de Lei nº 5185/2025, apresentado pelo deputado Átila Nunes, sugere a implementação de espaços reservados em comércios locais para produtos alimentares "fakes". Esses itens imitam alimentos tradicionais, como carnes e laticínios, mas não contêm ingredientes originais desses produtos. A proposta busca assegurar que consumidores possam tomar decisões mais conscientes ao adquirirem tais mercadorias.

Detalhes da Proposta

No coração da cidade maravilhosa, o estado do Rio de Janeiro está considerando um passo significativo para reorganizar os corredores de supermercados e lojas especializadas. De acordo com a nova legislação proposta por Átila Nunes, estabelecimentos comerciais terão de designar áreas separadas exclusivamente dedicadas aos chamados “produtos alimentícios fakes”. Essas áreas devem estar claramente identificadas com mensagens visíveis, como: “PRODUTOS ALIMENTÍCIOS FAKES – SEM INGREDIENTES ORIGINAIS”, escritas em letras maiúsculas de no mínimo cinco centímetros de altura.

O conceito de alimentos "fakes" refere-se a produtos feitos inteiramente de matérias-primas vegetais ou artificiais que simulam a aparência, sabor e textura de alimentos derivados de animais. Para evitar confusões entre os consumidores, a lei também proíbe que esses produtos sejam exibidos lado a lado com seus equivalentes tradicionais. Além disso, embalagens enganosas serão vetadas.

Caso aprovada, a medida incluirá penalidades administrativas para quem descumprir as normas, variando desde advertências até multas substanciais, dobradas em caso de reincidência. O valor das multas será revertido ao Fundo Especial para Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPROCON). Os comerciantes terão um prazo de 90 dias após a aprovação da lei para adaptar suas operações às novas exigências.

A regulamentação final dependerá do Poder Executivo, que deverá colaborar com órgãos como o Procon-RJ e entidades de vigilância sanitária para definir padrões adicionais de fiscalização e comunicação visual.

A proposta surge num momento em que o mercado de produtos baseados em plantas cresce rapidamente, impulsionado por mudanças nos hábitos alimentares e preocupações ambientais globais. Ao mesmo tempo, busca manter o equilíbrio entre inovação tecnológica e proteção do consumidor.

Como jornalista observando este cenário, percebo que esta proposta reflete uma tendência importante em direção à transparência no setor alimentício. Ela demonstra a necessidade de acompanhar as transformações sociais e culturais sem comprometer a segurança dos consumidores. Para os leitores, é uma oportunidade de refletir sobre como escolhas aparentemente simples no dia a dia podem impactar tanto o meio ambiente quanto nossa saúde. Este projeto pode servir como modelo para outras regiões que enfrentam desafios similares em relação à ética e transparência no consumo.