



O setor varejista enfrenta uma expectativa desafiadora para a Páscoa deste ano. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o movimento deve atingir R$ 3,36 bilhões em 2025, uma queda de 1,4% em comparação ao ano anterior. A inflação elevada e os custos básicos mais caros têm impactado negativamente as previsões, especialmente em regiões como Belém, onde questões logísticas exacerbam os aumentos nos preços.
Situação Econômica Afeta Celebrados Produtos da Páscoa
Em um cenário marcado por dificuldades econômicas, a celebração da Páscoa perde força como ocasião comercial importante. Tradicionalmente conhecida como a sexta data festiva mais relevante do calendário nacional, este ano traz projeções preocupantes. Paulo Oliveira, diretor financeiro de uma rede de supermercados em Belém, destaca que a população está enfrentando escassez financeira. “A alta dos preços essenciais, como combustível, energia e alimentação, reduziu drasticamente o poder de compra das famílias”, afirmou.
No contexto específico de Belém, o impacto é ainda maior devido à posição geográfica da cidade, considerada ponto final de muitas rotas logísticas. Isso faz com que fretes e custos relacionados ao transporte sejam significativamente mais altos. Entre os produtos típicos da época, o bacalhau e o azeite são os que apresentam menor fluxo de vendas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) revela que o azeite de oliva sofreu um aumento de 8,43%, enquanto o chocolate em barra/bombom registrou um salto de 25,26%.
Consumidores locais relatam estratégias para lidar com os preços elevados. Iris Sucupira, pedagoga, mencionou que ajustou sua lista de compras para incluir menos bacalhau, optando por substitui-lo parcialmente com outros itens. Já Jaime Brito, auxiliar administrativo, passou horas pesquisando preços em diferentes estabelecimentos da cidade, encontrando peixes frescos mais acessíveis na Feira Ver-o-Peso.
Entre as soluções inovadoras, pequenos empresários estão adaptando seus cardápios para manter os lucros e atrair clientes, enquanto nutricionistas oferecem sugestões de alimentos alternativos para quem busca opções mais econômicas.
Na mesma linha, outros segmentos, como refrigerantes, água mineral e refeições fora de casa, também registraram incrementos substanciais nos valores cobrados.
Comerciantes e consumidores precisam agora encontrar equilíbrio entre desejo e realidade financeira, buscando alternativas práticas e criativas.
A situação atual serve como um lembrete claro sobre a interdependência entre economia local e global. Os aumentos nos preços não afetam apenas os cofres das famílias, mas também moldam profundamente suas escolhas de consumo durante períodos tradicionais de celebração. É evidente que, diante de crises econômicas, a adaptação e a inovação tornam-se ferramentas indispensáveis tanto para empresas quanto para consumidores. Esse cenário nos ensina a importância de planejamento financeiro consciente e a valorização de soluções sustentáveis frente às adversidades.
