



A Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) expressou sua discordância com as recentes medidas econômicas anunciadas pelo governo para conter a alta dos preços dos alimentos. Segundo a FPA, o problema central não está na oferta de produtos agrícolas, mas sim no desequilíbrio fiscal do país, que tem elevado custos e impulsionado a inflação. A entidade argumenta que soluções mais eficazes seriam focadas na produção interna e na redução de barreiras que aumentam os custos de produção.
A coleta da safra brasileira nos próximos meses é apontada como uma das principais estratégias para estabilizar os preços. Além disso, a FPA ressalta a necessidade de ajustar políticas que impactam diretamente o setor agrícola. A crítica inclui a utilização de recursos internos para zerar impostos sobre produtos importados sem garantir apoio à produção nacional. A frente parlamentar também enfatiza a urgência em iniciar as discussões do Plano Safra 2025/2026, assegurando financiamentos adequados e taxas de juros favoráveis aos produtores rurais.
A isenção do imposto de importação para alguns alimentos foi considerada ineficaz pela FPA. Os produtos beneficiados representam apenas uma pequena fração das importações totais do Brasil, tendo um impacto mínimo nos preços domésticos. Por exemplo, a carne bovina e o açúcar, produtos importantes para o mercado interno, compõem menos de 0,04% das importações totais. O valor gasto com esses itens é insignificante comparado ao montante total de US$ 262,9 bilhões destinado às importações em 2024. A FPA reitera que a prioridade deve ser fortalecer a produção interna para garantir alimentos acessíveis e economicamente viáveis.
O debate em torno das medidas econômicas revela a importância de políticas públicas equilibradas e sustentáveis. Ao invés de depender de importações e isenções fiscais pontuais, o governo deve incentivar a produção local e investir em infraestrutura agrícola. Isso não só fortalece a economia nacional, mas também promove a soberania alimentar, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores.
