
O governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma série de medidas destinadas a conter o aumento nos preços dos alimentos no Brasil. Uma delas foi a eliminação das alíquotas de imposto de importação sobre 11 produtos alimentícios específicos, com objetivo de reduzir os custos desses itens nas prateleiras brasileiras. Essa decisão ocorreu após reunião do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A medida entra em vigor imediatamente, buscando oferecer alívio à população diante do impacto inflacionário causado por fatores como variações climáticas e flutuações cambiais.
Em um contexto marcado por preocupações com a elevação dos preços dos alimentos, as autoridades brasileiras tomaram uma decisão estratégica para facilitar a entrada de certos produtos no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que, embora aspectos como clima e taxa de câmbio tenham influenciado significativamente o cenário econômico, medidas emergenciais são necessárias. Ele mencionou que a queda recente do dólar contribuiu para criar condições mais favoráveis, mas reconheceu a urgência de reduzir encargos fiscais para mitigar a pressão inflacionária.
A lista de produtos beneficiados pela isenção inclui carnes bovinas desossadas congeladas, café torrado e em grão (não descafeinado), milho em grão (exceto para semeadura), massas secas como espaguete e macarrão, bolachas e biscoitos, além de outros itens como óleo de girassol, açúcar cristal e demerara, e sardinha em conserva dentro de uma cota limitada. Cada categoria contemplada teve suas especificações detalhadas, garantindo que apenas determinados tipos de cada produto sejam elegíveis à redução tarifária.
No caso específico do azeite de oliva extravirgem, a medida busca incentivar a importação direta, enquanto o óleo de palma viu sua cota isenta de imposto aumentar substancialmente, passando de 60 mil toneladas para 150 mil toneladas anuais. Para a sardinha em lata, apesar de objeções do Ministério da Pesca em proteger a indústria nacional, a redução tarifária foi mantida dentro de uma cota específica.
A preocupação com a alta dos preços dos alimentos reflete diretamente na percepção pública da gestão presidencial. Durante encontros ministeriais, Lula enfatizou a necessidade de tornar os alimentos acessíveis à população trabalhadora, considerando a relação entre os valores praticados e os salários recebidos. Ao adotar essa abordagem fiscal, o governo demonstra seu compromisso com políticas que promovam maior equilíbrio nos mercados internos.
Com essas medidas, espera-se que a oferta de alimentos no mercado brasileiro seja ampliada, permitindo que os consumidores tenham acesso a preços mais justos. A iniciativa representa um esforço conjunto entre diferentes setores governamentais para enfrentar desafios econômicos atuais, ajustando-se às realidades globais e nacionais que afetam diretamente o bolso do cidadão.
