
O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira com uma redução de 0,73%, sendo cotado a R$ 5,869 para venda. Este é o menor valor desde 26 de novembro do ano anterior. Durante o dia, a moeda americana atingiu um pico de R$ 5,920 e uma baixa de R$ 5,857. A volatilidade da divisa tem sido intensa nos últimos meses, refletindo as incertezas tanto no cenário doméstico quanto internacional. As expectativas em torno das decisões monetárias previstas para quarta-feira também contribuíram para essa instabilidade.
A escalada do dólar teve início no final de novembro, impulsionada pelo anúncio do pacote fiscal do governo. Dezembro foi marcado por recordes históricos nas altas do valor da divisa. No entanto, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de não implementar as tarifas comerciais anunciadas contra diversos países, incluindo o Brasil, trouxe alguma estabilidade à moeda. Desde a posse de Trump, o dólar tem operado em tendência de queda.
Adicionalmente, o mercado financeiro está atento aos anúncios da "super quarta". O Federal Reserve (Fed) e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro divulgarão, nesta quarta-feira, as taxas de juros dos EUA e do Brasil, respectivamente. Espera-se que a taxa de juros dos EUA permaneça entre 4,25% e 4,5%. Já no Brasil, há expectativa de um aumento de 1 ponto percentual na Selic.
No contexto interno, o anúncio da Receita Federal sobre a arrecadação de impostos e outras receitas do governo influenciou positivamente o humor do mercado. Segundo o relatório, a arrecadação aumentou quase 10% em 2024, alcançando cerca de R$ 2,7 trilhões, o maior valor já registrado. Essa notícia fortaleceu a confiança dos investidores e ajudou a regular a flutuação do dólar.
Os próximos dias serão cruciais para determinar a direção do dólar, com os mercados aguardando ansiosamente as decisões dos bancos centrais e os indicadores econômicos internos. A combinação desses fatores continuará a moldar as tendências cambiais nos próximos meses.
