
A Rede Record reafirma sua dedicação inabalável às produções de cunho religioso, priorizando séries e minisséries bíblicas em sua programação noturna. Esta decisão estratégica consolida um modelo que, embora gere debate interno sobre a saturação temática, é visto pela direção como o pilar central da dramaturgia da emissora. A persistência nesse caminho reflete a visão da liderança, que desconsidera a volta às telenovelas tradicionais e busca fortalecer a identidade do canal com narrativas inspiradas nas escrituras.
Record Investe Maciçamente em Dramaturgia Bíblica e Desconsidera Alternativas
Na data de 11 de julho de 2025, a emissora Record, sob a influência da Igreja Universal, confirmou sua orientação estratégica de consolidar o foco na produção de séries e minisséries bíblicas para o horário nobre. Apesar das discussões internas, que apontam para um possível cansaço do público com a repetição de temas, a direção da emissora descarta qualquer mudança imediata no planejamento. Dentro da Seriella, o núcleo de dramaturgia, há apoio a essa metodologia de produção, mas alguns membros da equipe sugerem a necessidade de diversificação para manter o engajamento da audiência.
Relatos veiculados pela coluna de Flávio Ricco, do portal Leo Dias, indicam que a ideia de alternar gêneros e formatos foi discutida nos bastidores da Record, mas acabou não avançando. Curiosamente, o êxito da série internacional “Força de Mulher” (2017), um drama turco que alcançou índices de audiência expressivos, demonstrou o potencial de explorar produções estrangeiras. No entanto, a emissora manteve-se firme na sua rota, com novos projetos bíblicos já em desenvolvimento. Algumas dessas obras já estão disponíveis na plataforma de streaming da Igreja Universal, o Univer Vídeo.
Entre as próximas produções, destacam-se “Amor em Ruínas”, com roteiro assinado por Cristiane Cardoso, e outras já finalizadas e lançadas no Univer Vídeo, como “Até Onde Ele Vai”, “O Senhor e a Serva”, “A Vida de Jó” e “Ben-Hur”. Essas produções demonstram o compromisso contínuo da Record com narrativas que se alinham diretamente com os preceitos e interesses da instituição religiosa, sem indícios de mudança na sua política de conteúdo dramático.
A decisão da Record de se aprofundar na dramaturgia bíblica, apesar de gerar críticas e preocupações com a homogeneidade do conteúdo, revela uma estratégia de nicho bem definida. Para um observador, essa postura pode ser vista tanto como uma demonstração de convicção em sua missão e valores, quanto como um risco criativo. A longevidade e o impacto de tal abordagem dependerão da capacidade de inovar dentro do próprio gênero e de manter a relevância para um público que, cada vez mais, busca diversidade nas telas. Resta saber se a fé no formato será recompensada com a fidelidade da audiência ou se a busca por novos horizontes se tornará inevitável no futuro.
