




O mundo de Westeros tem fascinado milhões ao redor do globo, seja por meio dos livros de George R.R. Martin ou da icônica série de televisão. No entanto, quando se trata de transpor essa experiência para o universo dos jogos, especialmente em RPGs de mundo aberto, os desafios são muitos. Este artigo explora as impressões detalhadas de Alejandro Pascual após mais de 20 horas imerso em Game of Thrones: Kingsroad. Embora o jogo capture bem a atmosfera sombria e envolvente da série, ele também apresenta limitações que podem frustrar os jogadores mais exigentes.
Ao mergulhar nas terras de Westeros, os jogadores encontram um título que respeita a essência visual e narrativa de Game of Thrones, mas que não consegue escapar das armadilhas comuns aos jogos gacha modernos. Desde a liberdade de exploração até os sistemas fragmentados de microtransações, o jogo equilibra momentos memoráveis com aspectos que podem ser vistos como problemáticos.
O ambiente criado pelo desenvolvedor reflete fielmente a estética áspera e detalhada da série. Desde cavalgadas lentas pelas planícies geladas até a entrada triunfal nos portões de Winterfell ou Porto Real, cada detalhe contribui para uma jornada cinematográfica. Contudo, conforme Pascual observou, o jogo eventualmente introduz elementos fantásticos que destoam do tom realista esperado por muitos fãs. Combates contra alces gigantes mortos-vivos ou galos mágicos contrastam com a seriedade habitual de Westeros, gerando desconforto em alguns momentos.
Outro ponto importante destacado por Pascual é a dinâmica de combate, que tenta impressionar com mecânicas baseadas em esquiva e bloqueio, mas rapidamente revela suas limitações técnicas. O sistema parece favorecer o acúmulo de recursos estatísticos sobre habilidade prática, o que pode frustrar aqueles que buscam desafios genuínos. Além disso, o uso extensivo de microtransações adiciona camadas complexas à experiência, com múltiplas moedas virtuais necessárias para progredir significativamente no jogo.
Embora o início seja projetado para engajar os jogadores sem sobrecarregá-los com esses detalhes financeiros, o impacto desses sistemas se torna inevitável após várias dezenas de horas. Para muitos, isso pode minar a magia inicial proporcionada pela trilha sonora marcante e pelos cenários cuidadosamente reproduzidos. Apesar disso, Pascual reconhece que há um público específico que pode apreciar o jogo, especialmente aqueles que estão dispostos a tolerar ou até mesmo abraçar as mecânicas de monetização presentes.
No final, Game of Thrones: Kingsroad oferece uma mistura intrigante de fidelidade à franquia e inovação tecnológica. No entanto, sua dependência de microtransações e certos desvios narrativos podem não satisfazer todos os jogadores. Ainda assim, aqueles que conseguem olhar além dessas barreiras encontrarão um mundo vasto e repleto de detalhes que honra a grandiosidade de Westeros.
