
O campo da nutrição está em efervescência com um intenso debate entre especialistas sobre a classificação de alimentos ultraprocessados. Em um movimento que busca redefinir os critérios atuais, pesquisadores ligados à Fundação Novo Nordisk propuseram uma nova escala alimentar que inclui itens hoje considerados não saudáveis. Este gesto gerou críticas de renomados estudiosos, como Carlos Augusto Monteiro, que questiona a motivação por trás dessa iniciativa.
A discussão ganhou contornos mais nítidos quando Monteiro, conhecido por sua contribuição ao desenvolvimento do sistema de classificação “Nova”, expressou suas preocupações em uma carta aberta. Ele argumenta que a tentativa de alterar a tabela nutricional atual pode ter implicações prejudiciais para a saúde pública. Segundo ele, a proposta parece estar alinhada aos interesses da indústria alimentícia, que poderia se beneficiar com a inclusão de certos produtos em categorias mais favoráveis. A fundação, no entanto, defende-se afirmando que apoia pesquisas inovadoras e desafiadoras, visando o bem-estar humano e a sustentabilidade global.
O debate sobre a classificação de alimentos é crucial para orientar escolhas alimentares saudáveis e prevenir doenças crônicas. É fundamental que as pesquisas sejam conduzidas de maneira imparcial e transparente, respeitando os avanços já alcançados na ciência da nutrição. A comunidade científica deve permanecer vigilante e comprometida em proteger a integridade dos estudos, garantindo que as diretrizes nutricionais estejam sempre alinhadas com o melhor interesse da população. Isso reforça a importância de manter a independência das avaliações científicas, evitando influências externas que possam distorcer resultados e recomendações.
