
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou descontentamento com as recentes medidas do governo para reduzir os custos dos alimentos, alegando que essas ações não resolverão o problema imediatamente. Formada por parlamentares atrelados ao setor agropecuário, a FPA realiza reuniões semanais em Brasília para discutir o panorama nacional do agronegócio. Com 241 deputados e 39 senadores, a entidade expressou sua preocupação com as políticas implementadas na última semana.
O governo propôs uma série de ações, incluindo a eliminação das tarifas de importação para diversos produtos alimentícios como carne, açúcar, milho e azeite de oliva. No entanto, Pedro Lupion, presidente da FPA, argumenta que tais medidas são ineficazes, já que o Brasil possui capacidade produtiva suficiente para suprir a demanda interna desses itens. Ele ressaltou que a agricultura brasileira é altamente competitiva nesses segmentos e que a retirada de tarifas não trará alívio rápido aos preços nos supermercados.
A ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou o caso específico da carne, um produto que tem pesado no orçamento familiar. Ela enfatizou que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne, tornando a isenção de tarifas de importação quase irrelevante para o mercado interno. A inflação dos alimentos tem sido um tema sensível para o governo Lula, influenciando negativamente a percepção pública sobre a gestão atual.
Com a inflação alimentícia afetando fortemente a opinião popular, a eficiência das políticas governamentais torna-se crucial. A crítica da FPA reflete uma visão divergente sobre as estratégias adotadas e sugere que soluções mais diretas e imediatas devem ser buscadas para mitigar os efeitos da elevação de preços. O debate entre o governo e os representantes do setor agropecuário continua, buscando encontrar caminhos viáveis para estabilizar os custos dos alimentos no país.
