
O mercado global de alimentos enfrentou um incremento significativo em fevereiro, impulsionado principalmente por aumentos nos preços do açúcar, laticínios e óleos vegetais. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Índice de Preços de Alimentos registrou uma média de 127,1 pontos no último mês, representando um crescimento de 1,6% comparado ao mês anterior. Este aumento reflete preocupações com a oferta restrita de produtos essenciais, especialmente durante a temporada 2024/25.
Um fator crucial para este movimento foi o salto de 6,6% nos preços do açúcar, intensificado pelas condições climáticas adversas que afetaram a produção no Brasil. Além disso, os preços dos laticínios também subiram, com um aumento de 4%, impulsionados pela demanda importadora que superou a produção nas principais regiões exportadoras. No setor de óleos vegetais, o crescimento de 2% foi atribuído à alta demanda do setor de biodiesel e às restrições de oferta em regiões como o Sudeste Asiático.
O cenário agrícola global projeta um futuro onde a resiliência e a adaptação são fundamentais para enfrentar desafios climáticos e econômicos. A FAO prevê um modesto aumento na produção de trigo para 2025, estimada em 796 milhões de toneladas, embora alerte para possíveis impactos negativos de condições climáticas extremas. Em contrapartida, a produção de arroz deve atingir um recorde de 543 milhões de toneladas na próxima safra, impulsionada por perspectivas favoráveis em países como a Índia. Esses dados reforçam a importância da inovação e sustentabilidade na agricultura para garantir a segurança alimentar mundial.
